Empresas como a DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A, a Concessionaria CLN e a construtora PDG estão na vanguarda do seu tempo e encararam as condicionantes ambientais como atitudes de sustentabilidade.
Para os animais que estão utilizando as passagens de fauna, essa ação faz toda a diferença, já para os usuários das rodovias tem-se a certeza que trafegar por uma via segura torna a viagem mais tranquila. A redução da incidência de acidentes causados por atropelamento de animais reduz o ônus inseparável para nossa sociedade e com atitudes e soluções sustentáveis todos ganham!

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A Ecologia de Estradas é uma linha mais recente da Ecologia que encontra-se focada em estudar os efeitos que rodovias, ferrovias e outras obras de infraestrutura lineares podem apresentar sobre as populações de fauna silvestre.
Ao compreender tais relações e efeitos, a Ecologia de Estradas é capaz de propor medidas de mitigação para reduzir os impactos que são gerados pela construção de empreendimentos lineares. E dessa forma, garantir uma maior segurança aos usuários desses empreendimentos e uma maior segurança aos próprios animais que precisam se dispersar entre os diferentes habitats.

A Eco-Venture sempre se destacou por aceitar desafios e pelo pioneirismo em vários segmentos. Confiantes no Know-how de nosso corpo técnico, a DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A. nos incumbiu a missão de desenvolver o projeto da primeira passagem suspensa de fauna a ser instalada em auto estrada no trecho sul do Rodoanel (km 62), visando a conectividade de um remanescente de mata que foi desintegrado pela passagem da rodovia e que prejudicou a dispersão de populações de bugios presentes no fragmento.

Juntamente com equipe de biólogos da Eco-Ambiente e com o corpo técnico da rodovia desenvolvemos o projeto contemplando as expectativas ecológicas, estruturais e de segurança.

Para montagem das peças da ponte foi sugerida utilização de técnicas de alpinismo industrial e acesso por corda de acordo com ABNT NBR 15475, acesso por corda – ABNT NBR 15595:2008 ABENDE NA 006.

Outro desafio foi proposto pela Secretaria do Verde de São Paulo, para uma passagem suspensa no Sítio Anhanguera com a Reserva Mutinga. Neste caso, uma rua desintegrou o fragmento da reserva, prejudicando a dispersão de saguis, marsupiais e outras espécies arborícolas.
Esse projeto foi desenvolvido e implantado com êxito e está sendo monitorado há mais de um ano, coletando dados e imagens que comprovem a eficiência e funcionalidade do sistema, e que nos permita aprimorar muito mais.

O próximo desafio é na Bahia, na Rodovia BA-099 conhecida como Estrada do Coco, através da contratante, a Concessionária Litoral Norte S/A. São cinco passagens suspensas e quatro passagens subterrânea, entre os kms 45 e 60, contemplando varias espécies arborícolas, entre elas a preguiça de coleira ameaçada de intenção, como espécies terrestres.
Em parceria com equipe de Biólogos da Eco-Ambiente, Empresa Semear e com o apoio da equipe de suporte de concessionaria CLN, nós da Eco-Venture estamos orgulhosos e honrados por construir esse ícone da ecologia de estrada do Brasil.

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600,600,60,1,3000,5000,25,800
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Passagem de fauna
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Passagem de fauna
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O são passegm de fauna e qual a sua importância?

Passagens de fauna são medidas mitigatórias que podem ser empregadas para permitir a conexão entre remanescentes florestais que foram desintegrados pela construção de uma nova rodovia, por exemplo, garantindo a dispersão das espécies de fauna.
A desintegração, ou também chamada de fragmentação, de remanescentes florestais pela construção de rodovias no seu interior pode prejudicar a dispersão e o deslocamento das espécies de fauna que ficaram isoladas nas novas unidades florestais. Nem todas as espécies de animais são capazes de transpor uma rodovia, que atua como uma barreira física a esses animais, dessa forma permanecendo isolados no interior dos fragmentos. A sobrevivência dessas espécies, no entanto, passa a ser prejudicada, pois os recursos presentes nos novos fragmentos, como alimentos e parceiros sexuais, podem não ser suficientes para todos os indivíduos.
Dada a falta de parceiros sexuais, animais de uma mesma espécie acabam reproduzindo com indivíduos que apresentam alto grau de parentesco, ocasionando um elevado índice de endogamia, o que reduz a variabilidade genética da população, tornando-a vulnerável a uma extinção em massa com relação a fatores adversos, como doenças.
Desta forma, a construção de passagens de fauna pode garantir que animais sejam capazes de atravessarem as rodovias de maneira segura, dispersando-se para outros locais que apresentam os recursos necessários para sua sobrevivência, evitando a sua extinção.
Ainda que algumas espécies não sejam capazes de transpor rodovias e outros empreendimentos lineares, existem algumas que são capazes. E neste caso, a travessia desses animais sobre as rodovias torna-se extremamente perigoso o tráfego de automóveis por aumentar o risco de acidentes e colisões. Desta forma, a segurança para os usuários e para os animais deixa de existir. Novamente, para este cenário, as passagens de fauna surgem como uma importante alternativa para garantir segurança a todos: aos animais que passam a fazer uso dessas passagens, e aos usuários que deixam de correr o risco de uma grave colisão.

Quais os tipos de passagens de fauna?

As passagens de fauna podem ser de diferentes tipos e esta variação é dada em função das espécies de animais que irão utilizá-las, sejam mamíferos, répteis, anfíbios, peixes ou crustáceos.
Entre os diferentes tipos, por exemplo, as chamadas passagens subterrâneas são túneis ou viadutos localizados abaixo das rodovias e estradas que permitem a travessia de diferentes animais. A presença de cerca-guias direcionam os animais até essas passagens, induzindo o seu uso e evitando a travessia pelas rodovias. Tais passagens podem ser secas ou úmidas e, neste último caso, podem aproveitar o leito de córregos ou o escoamento de drenagem da água em seu interior, favorecendo a passagem de animais que preferem este recurso dentro do seu habitat. Tais passagens podem ser utilizadas por diferentes animais, como mamíferos, répteis e anfíbios.
Já os chamados ecodutos são passagens de fauna construídas acima das rodovias, também sendo conhecidas como pontes verdes. Tal nome se deve a característica desta ponte: uma formação vegetal e florestal é recomposta sobre a ponte, garantindo a conexão entre as formações florestais desintegradas pelas rodovias e garantindo a continuidade do habitat propriamente dito. Tais pontes estão presentes em alguns países, como EUA, Canadá, Alemanha e Holanda. Tais passagens são bastante favoráveis para dispersão de aves e insetos, por exemplo, mas podem ser utilizadas por diferentes tipos de espécies.
E, outro exemplo importante, são as passagens de fauna suspensas. Tais passagens são construídas acima das rodovias e são destinadas a dispersão de espécies arbóreas e escansoriais, como primatas, bichos-preguiças e gambás, por exemplo. Espécies de animais arbóreos dificilmente descem ao solo para se deslocarem, pois sobrevivem nas copas das árvores. Tais passagens tentam, portanto, garantir a implantação de estruturas que favoreçam a conectividade entre as copas das árvores dos fragmentos que foram desintegrados pela rodovia, para favorecer o seu uso por tais espécies.

Onde devem ser construídas as passagens de fauna?

A localização das passagens de fauna, sejam elas inferiores, superiores ou suspensas, deve ser determinada por um estudo prévio realizado por uma equipe de biólogos especialistas que averiguam e determinam quais são os pontos críticos que requerem a construção dessas passagens. Através de um monitoramento contínuo e uma avaliação da paisagem acerca da rodovia, tais profissionais são capazes de identificar pontos com maiores incidências de travessia de animais e de maiores índices de atropelamento, identificar e quantificar as espécies que são prejudicadas pela presença de rodovias e identificar locais cujas características do ambiente sejam favoráveis para a construção das passagens e para a dispersão dos animais, por exemplo.
Desta forma, a localização das passagens de fauna é criteriosa e irá depender deste estudo prévio para ser determinada. Passagens de fauna construídas sem essa avaliação pode resultar na construção de passagens de fauna mortas, que não sejam utilizadas pelas espécies de animais, não garantindo maior segurança aos usuários das rodovias, estradas e ferrovias.

 

Benefícios

 

  • Garantir novamente a conectividade do habitat, favorecendo a dispersão de diferentes espécies.
  • Reduzir em curto prazo a mortalidade de espécies de animais, e em longo prazo, evitar que tais espécies sejam extintas.
  • Garantir a manutenção de florestas e outras formações vegetais que dependem dos próprios animais para sua sobrevivência através da polinização e da dispersão de sementes e frutos que são realizados por eles.
  • Garantir a segurança e a vida dos usuários das vias lineares que podem ter certeza de estar trafegando por uma rodovia mais segura.
  • Reduzir o ônus das irreparáveis percas e danos de vitimas de acidentes causados por atropelamento de animais.
  • Tornar evidente e fazer a sua parte com relação a responsabilidade ambiental, buscando um desenvolvimento sustentável que procure a sobrevivência da nossa biodiversidade e da nossa população pelas diversas vias do país.

 

Como são desenvolvidos as etapas de trabalhos

 

  • 1- Coleta de informações com o cliente para identificação das demandas e necessidades.
  • 2- Visita técnica para primeira analise e reconhecimento.
  • 3- Equipe de biólogos da Eco-Ambiente ou parceiros realizam o monitoramento do empreendimento linear, averiguando dados necessários sobre a fauna local e o efeito do empreendimento sobre ela.
  • 4- Identificação dos locais críticos para a construção das passagens de fauna.
  • 5- Equipe de Biólogos passam detalhadamente para nossa equipe de engenharia as características dos animais e a forma que os mesmos se deslocam em seu habitat.
  • 6- Equipe de engenharia desenvolve passagens com estruturas adaptadas que atendam as necessidades de deslocamento de cada espécie e se assemelham as condições dos corredores em habitat natural.
  • 7- As passagens suspensas são instaladas utilizando-se de técnicas de alpinismo industrial e acesso por corda, enquanto as passagens subterrâneas são executadas com sistema de escavação MND (método não destrutível) Ambas as técnicas permitem trafego livre da via sem a necessidade de interrupções totais ou parciais.8- Após instalação das estruturas é feito o acompanhamento e monitoramento para verificação da efetiva utilização do sistema, e sugestões para ajustes melhorias das estruturas.